AS SAUDADES
DO
BARDO ORTHODOXO,
POEMA.
Fù corto il tuo partir, lungo é'l mio affanno;
Nè gioia spero mai, ch'il riconsole.
Tu ridi, io piango sempre; e sol compenso
Gli aspri martir, se di te parlo e penso.
L. Guidiccioni.
[2]
On some fond breast the parting soul relies,
Some pious drops the closing eye requires;
Even from the tomb the voice of nature cries,
Even in our ashes live their wonted fires.
De ternos corações busca saudades
'Spirito que se ausenta, e extinctos olhos
Querem piedoso pranto; a Natureza
Lá do fundo das campas inda clama,
Inda mesmo entre cinzas
Sua chamma usual vive inexhausta.
Gray, cemiterio da aldea.
[3]
Ao meu amigo,
JOAQUIM TORQUATO ALVARES RIBEIRO.
Perdeste pais e irmãos, quaes vio apenas
A suspirada em vão Saturnia idade;
E, sob o imperio de Cruel saudade,
Soffreo teu coração amargas penas.
Carpir alheios lutos
Quem os proprios carpio ah! não recusa;
Nem com olhos de pranto sempre enxutos
Simpathisar consegue a minha Musa.
Mas hoje, amigo, mais propicia sorte,
Por ver-te resarcido
Do muito que has perdido,
Deo-te, digna de ti, rara consorte,
Dos thesouros do Ceo mimo escolhido.
Oh! nunca, nunca vos separe a Morte!
Henrique Ernesto d'Almeida Coutinho.
[5]
As saudades
DO
BARDO ORTHODOXO,
POEMA.